O cristianismo nos Estados Unidos parece estar em crise. Pelo menos, este foi o enfoque de várias matérias sobre o declínio da fé nos Estados Unidos, publicadas em revistas e jornais de circulação nacional. O assunto sobre a fé nos Estados Unidos surgiu depois que o presidente Barack Obama, em entrevista coletiva, afirmou que os EUA não são mais um país evangélico, mas uma nação que abraça todas as religiões.
A pesquisa realizada pela American Religious Indentification Survey (ARIS), que entrevistou 54,461 pessoas, entre americanos e hispânicos, de novembro de 2008 a fevereiro de 2009, revela que nas duas últimas décadas, o número de evangélicos nos EUA caiu em 10%. Na verdade, a queda maior aconteceu de 1990 a 2001. Veja os números em detalhes. Em 2008, os Estados Unidos tinham 76% de cristãos em comparação com 77% em 2001, uma diferença de 1%. No entanto, se analisamos há 20 anos, em 1990, o número de cristãos era de 86%, uma diferença de 10% em relação a 2008.
Pesquisadores da American Religious Indentification Survey acreditam que as divisões dentro das igrejas protestantes, incluindo metodistas, luteranas e episcopais, explicam o declínio no número de fiéis. Ao longo dos últimos sete anos, a frequência em igrejas protestantes caiu de 17% para 12,9 % da população. Segundo a pesquisa da ARIS, as religiões não cristãs como budismo, islamismo e judaismo representam cerca de 4% da população adulta do país. Ainda segundo a pesquisa, 15% dos entrevistados disseram não ter religião.
Para os líderes cristãos brasileiros da Flórida, o resultado desta pesquisa pode ser interpretado de maneiras diferentes. Questionados sobre os resultados da pesquisa, eles buscam analisar a queda de 10% no número de evangélicos no país mais cristão da terra e explicam se o número crescente de imigrantes morando nos Estados Unidos, com crenças diferentes, contribuiu para que outras religiões tivessem um crescimento maior nos EUA.
Para o pastor Carlos Patente, presidente da Associação de Pastores Evangélicos da Flórida (APEF), a queda de 10% no número de evangélicos não se deve ao número crescente de imigrantes no país ou no surgimento de outras religiões, “embora isto possa ter uma pequena margem de influência”. “Creio que a queda de 10% seja o reflexo de uma igreja que deixou de cumprir a sua missão, como fazia antigamente”, explicou. “Os cristãos evangélicos de anos passados repassavam, com fervor e ardor, a sua fé e as suas convicções bíblicas aos seus filhos e netos. Como o passar dos anos, com o crescimento econômico e com o esfriamento espiritual da igreja, aumentou o número de “crentes” nominais que já não faziam mais com os seus filhos o que os seus antepassados fizeram com eles”, afirmou. Para o pastor Carlos Patente, este declínio se deve primeiro a falta de ardor evangelístico que contribuiu para não aumentar o número de convertidos a Jesus, e, segundo, o afastamento de muitos “crentes”, o que contribuiu para diminuir nas pesquisas o número dos “crentes” existentes.
Da mesma opinião é o professor Alberto Matos, diretor do Departamento de Extensão da Florida Christian University (FCU), de Orlando, que afirma que o nominalismo, o descontentamento com as formas eclesiásticas em todos os segmentos, o liberalismo e uma vida eclesial acéfala, certamente, tem contribuído para o esvaziamento quantitativo nos dados estatísticos quanto aos evangélicos neste país. “J. Hernandez Garcia afirma que a única causa da proliferação das seitas e religiões é a debilidade da igreja e o empobrecimento da Proclamação das Boas-Novas”, reiterou.
O pastor Silair de Almeida, da Primeira Igreja Batista de Pompano Beach, disse que contesta a pesquisa que relata a diminuição dos cristãos em 10% nos últimos 20 anos. “É mais uma tentativa de apagar o brilho do cristianimo. “Qual é a fonte desta pesquisa? Como foi elaborada? Eles não visitaram minha igreja, que cresceu mais de 1000% em uma década. Quantos milhares de pessoas receberam a Cristo como Senhor e salvador durante as celebrações da última Páscoa?”, afirmou.
Segundo Paulo Abreu, pastor da Igreja Head of Nations e diretor do Abreu & Associates, de Deerfield Beach, o aumento de milhares de imigrantes não professando a mesma fé cristã é a principal razão da pesquisa apontar um número tão expressivo de mudança de fé cristã nos EstadosUnidos. “Mas a pesquisa pode não ser a pura expressão da verdade porque pode ter sido maqueada para causar impressão mais forte nas palavras do presidente, que disse que os Estados Unidos não são mais um país evangélico, mas uma nação de muitas religiões”. O pastor Paulo Abreu disse que vê a mídia como um poder muito forte de indução de pensamentos. Por outro lado, o pastor vê também certo esfriamento na fé de muitos americanos, pois o estilo de vida, com tudo no comforto, foi levando o povo a se afastar de Deus.
“Creio que há uma queda, mas não creio que o esfriamento seja tanto e tão grande em tão pouco tempo. Uma mudança neste nível cultural ou espiritual leva muito tempo. E isso é científico, pois se trata de mudança de comportamento cultural de uma geração”, afirmou. Ele disse que os Estados Unidos, por sua constituição, é um país que recebe qualquer imigrante independente de seu credo religioso, então tecnicamente o país abraça todas as religiões e as respeita, o que não significa que esta seja a nossa doutrina de fé. “O mesmo não acontece em países muçulmanos fechados em sua própria religião e onde não existe expressão de nenhum outro credo, havendo sim uma perseguição aos missionários cristãos lá infiltrados, salientou. Pastor Paulo Abreu disse que é importante ressaltar que, pelo fato do país que respeitar outras religiões não significa abraçar, no sentido lato da palavra, de acolher e aceitar como sendo sua também”, explicou.
Para o teólogo Abraão de Almeida, pastor da Igreja Evangélica Brasileira e diretor do Seminário Betel, em Pompano Beach, as leis produzidas pelos poderes executivo, legislativo e judiciário, como a proibição de ler a Bíblia e orar nas escolas públicas, o apoio ao aborto provocado, o casamento entre pessoas do mesmo sexo, etc., testemunham fortemente que, de fato, os Estados Unidos já não são uma nação cristã. Ele explica que os povos latinos trouxeram para os EUA o catolicismo, o ocultismo e o baixo espiritismo. “Outros povos trouxeram o islamismo , o induísmo, o budismo etc., e até mesmo o ateísmo. “É claro que essas religiões já existiam aqui, porém restritas. Ficou claro, nas últimas eleições, que os eleitores dos estados com maior índice de imigrantes optaram pelo partido mais liberal, ao passo que os estados com menos imigrantes votaram no candidato mais conservador. Devo acrescentar, entretanto, que evangélicos procedentes dos países latinos, especialmente do Brasil e da América Central, e da Coréia do Sul, têm trazido para os EUA o ser fervor cristão, contribuindo para inspirar e avivar as igrejas nacionais deste país”, reinterou. empobrecimento da proclamação das Boas-Novas.
O diretor da Florida Christina University (FCU), dr. Anthony Portigliatti, de Orlando, explica que da mesma forma que Jesus com todos os apóstolos trabalharam para trazer a verdade e as boas-novas para a Terra, seitas e religiões estão trabalhando hoje para implantar as suas ideologias e doutrinas no mundo. “Os EUA são um dos alvos preferidos. Mas, ao mesmo tempo estamos esperando um avivamento na Igreja. E o Senhor está dando novas estratégias para que um povo maior seja alcançado. Cabe aos evangélicos acordarem para a nova realidade e todas as denominações tradicionais ou renovadas entenderem que estamos vivendo um novo tempo, o tempo da Grande Comissão de Mateus 28.18-20”.
Outra pesquisa, realizada pela Pew Forum Research, mostra a queda na fé dos americanos não é tão grande como a imprensa parece divulgar. Apesar do aumento de pessoas que não acreditam em Deus nos últimos anos e do crescimento de outras religiões no país, hoje 76% dos adultos americanos se declaram cristãos.
A pesquisa realizada pelo Pew Research Center's Forum on Religion & Public Life em 2008 entrevistou 35 mil pessoas. De acordo com a enquete, 15% da população adulta não tem religião, contra 14,2% em 2001 e 8,2 % em 1990, um aumento de 14.8% nos últimos 20 anos. No entanto, esta é uma porcentagem bem reduzida, se levarmos em consideração que países como Inglaterra tem 45% de pessoas sem religião e Suécia conta com 69% de pessoas que não frequentam uma igreja. Segundo pesquisa conduzida pelo Pew Forum Research 5% dos americanos adultos afirmam não acreditar em Deus, mas somente 24% desses 5% se dizem ateus. Um fato interessante é que 14% dos americanos que dizem não crer em Deus se classificam como cristãos e 4% como judeus. Os 15% restantes se dizem agnósticos.
O estudo mostra que a religião está cada vez mais sendo colocada em segundo plano. Para se ter uma idéia, certa de 30% dos casais não tiveram um casamento com cerimônia religiosa e 27% dos entrevistados disseram que não queriam um funeral religioso. Cerca de 12% dos americanos acreditam em um poder superior, mas não no Deus pessoal, o núcleo de religiões monoteístas. E, desde 1990, tem sido visto um crescimento no número de pessoas que afirmam que fazem parte de algum tipo de movimento religioso, incluindo a Cientologia, Wicca e Santeria.
O estudo também encontrou sinais de uma crescente influência das igrejas que não pertencem a uma denominação mais tradicional. As igrejas de comunidade, que apresentam uma liturgia mais aberta, cresceram de 0,1% em 1990 para 3,5% no ano passado. Congregações que mais frequentemente usam o termo megachurches são consideradas opção para muitos evangélicos. Estas igrejas usam estilo musical contemporânio para atrair pessoas que não costumam frequentar a igreja.
Os pesquisadores perceberam também que as pessoas preferem ser chamadas de cristãos evangélicos ou nascidos de novo do que de assembleianos, presbiterianos ou batistas, uma opção que revela a preferência pela forma de fé professada em lugar da adesão em uma denominação específica. Os americanos evangélicos ou nascidos de novo representam 34% de todos os adultos americanos e 45% de todos os cristãos e católicos, conforme o estudo. Os pesquisadores descobriram que 18% dos católicos se intitulam cristãos, e quase 39% dos principais protestantes preferem a designação nascidos de novo ou evangélicos.
Por outro lado, a religião mórmon teve um crescimento estável, com cerca de 1.4% da população americana nos últimos 10 anos, enquanto o número de judeus praticantes caiu de 1.8%em 1990 para 1,2%, ou 2,7 milhões de pessoas, no ano passado. O estudo constatou que a percentagem de americanos que se identificaram como muçulmanos cresceu para 0,6% da população, enquanto o crescimento em religiões orientais como o budismo abrandou ligeiramente.
O que pensam os líderes religiosos locais da declaração do presidente
Recentemente, o presidente Barack Obama, em entrevista coletiva, afirmou que os EUA não são mais um país evangélico, mas uma nação que abraça todas as religiões. O pronunciamento do presidente despertou a atenção dos líderes cristãos brasileiros da Flórida.
Segundo o presidente da APEF, Associação de Pastores Evangélicos da Flórida, pastor Carlos Patente, mesmo quando era “um país evangélico”, os Estados Unidos sempre abraçaram outras religiões. Aqui sempre foi um terreno fértil onde floresceu todo tipo de religião. É daqui que, em grande parte, seitas e heresias, as mais estranhas e absurdas possíveis, são “exportadas” para o mundo inteiro. “Se o presidente Obama quis dizer que, diferente de outras décadas, os EUA não são mais um país de predominância absoluta de evangélicos, infelizmente ele tem razão; contudo, se o que ele quis dizer tem a intenção política de enfraquecer o poder e a influência que a igreja evangélica ainda tem neste país, para difundir sua idéias liberais e anti-bíblicas, nisto, acho que ele está errado”. O pastor afirma que “vamos continuar crescendo como cristãos , pois nossa força é movida pelo espírito de Deus, e não por declaração de um governo. Nossa oração deve ser para que Deus abra os olhos do presidente, e faça ele abraçar a fé que ele diz proclamar. Será que ele é cristão mesmo? E a influência que recebeu do mundo mulçumano.
Segundo Paulo Abreu, pastor da Igreja Head of Nations e diretor do Abreu & Associates, de Deerfield Beach, em seu pronunciamento, o presidente Barack Obama, infelizmente, mesclou sua opinião pessoal (do Barack Obama, homem com bases religiosas bem diferenciadas em sua infância e que foi doutrinado a abraçar todas as demais religiões pelo ensinamento de sua mãe, justamente por ter vivido em países diferenciados) com a do cargo de presidente de uma Nação Cristã. “E isso ficou muito ruim. Me fez recordar quando o ex-Presidente do Brasil João Figueiredo, professando sua fé católica, decretou o Brasil como sendo o país da santa Aparecida do Norte, quando ela foi declarada a Padroeira do Brasil e seu o dia 12 de Outubro passou a ser feriado. Mais uma vez a opinião de um homem num cargo de chefe de estado. Atitudes como estas sempre trazem comprometimento espiritual para a Nação”, explicou.
O pastor Silair Almeida, da Primeira Igreja Batista, de Pompano Beach, disse que vamos pagar um preço muito alto por eleger uma presidente que é extremamente liberal com relação a fé cristã. “Não creio que exista mais espaço no meio evangélico para uma radicalismo chiita cristão, mas também não podemos abrir mão do que chamo de princípios fundamentais da fé cristã”, explicou. Obama, em seus primeiros meses de governo já demostrou que tem pouco compromisso com os valores cristãos, que são fundamentais. Creio que a política do governo será exatamente de desestabilizar a igreja cristã evangélica, para mostar ao mundo abertura. Ao dizer publicamente que a América não é mais uma nação cristã, presidente Obama está apenas fazendo uma sugestão política para agradar mulçumanos, judeus”. Ele deseja fazer uma média política e nada mais. A América é um pais cristão e pela graça de Deus continuará sendo. “Vamos continuar crescendo como cristãos, pois nossa força é movida pelo espírito de Deus, e não por declaração de um governo. Nossa oração deve ser para que Deus abra os olhos do presidente, e faça ele abraçar a fé que ele diz proclamar. Será que ele é cristão mesmo? E a influência que recebeu do mundo mulçumano?
Tony Portigliatti, diretor da Florida Christian University, de Orlando, explica que os preconceitos raciais e religiosos têm sido as duas forças que têm motivado as guerras e desequilibrado as emoções das pessoas. “Entendo perfeitamente quando o presidente Obama diz que os Estados Unidos não são mais um país evangélico porque embora a nação também seja cristã, tem o dever e a obrigação constitucional de governar todas as pessoas independente de raça e de religião”. Portigliatti lembra que aconteceu na Nova Inglaterra, onde a Bíblia foi enterrada pelos puritanos em 1620, o que gerou a chegada do navio May Flower nestas terras que hoje formam os Estados Unidos, quando os peregrinos (pilgrims) deixaram seu país em busca de liberdade de expressão religiosa. “Isto ninguém vai tirar da história e da essência desta nação. Os fundamentos cristãos desta nação ninguém vai tirar porque o país nasceu por causa da necessidade dos ingleses de expressar sua fé em Deus de forma livre”, afirmou.
Para o professor Alberto Matos, Coordenador do Departamento de Expansão da FCU, de Orlando a afirmativa do presidente Obama, é política. “Eu entendo que há um jogo de palavras mescladas com uma plataforma política de governo do atual presidente. Eu diria que este país nunca foi evangélico, mas sempre teve desde a sua colonização e independência – uma maioria populacional evangélica. Entretanto, é necessário lembrar que os fundamentos lançados para a edificação desta nação, como retratados no National Monument to the Forefathers em Plymouth, MA (Moral, Educação, Lei e Liberdade) e estabelecidos pela crença em Deus e na Bíblia Sagrada, são a razão deste país ser a única super-potência mundial. Abdicar desta realidade em detrimento da aquisição de uma simpatia diante daqueles que não possuem esta crença, é caminhar em terreno frágil ou em areia movediça”, afirmou.
Será que podemos fazer um paralelo entre a fé e a crise nos Estados Unidos?
Os Estados Unidos sempre foram considerados como o exemplo de uma nação cristã. Mas, uma pesquisa realizada pela American Religious Indentification Survey (ARIS), que entrevistou 54,461 pessoas, entre americanos e hispânicos, de novembro de 2008 a fevereiro de 2009, revela que nas duas últimas décadas, o número de evangélicos nos EUA caiu em 10%. Será que o distanciamento de Deus das últimas duas décadas contribuiu para a crise econômica financeira, uma vez que a bíblia relata vários histórias de julgamento sobre as nações que se afastarem do Senhor? O que pensam os líderes evangélicos brasileiros da Flórida sobre o assunto?
O pastor Carlos Patente disse que crise é um sinal de Deus para que uma avivamento real possa acontecer em nosso meio. Ele faz um paralelo com a bíblia para explicar sua opinião. “Quando alguém pergunta qual foi o grande pecado de Adão, logo respondemos que foi a desobediência, não é? Contudo, a desobediência foi a parte prática do pecado do egoísmo que, na verdade, foi a causa principal da queda espiritual dos nossos primeiros pais.O que eu quero dizer com isto? Quero dizer que, na minha maneira de entender, esta crise pela qual passa os Estados Unidos, que atingiu o mundo inteiro, tem muito a ver com o pecado da ganância do homem e das instituições financeiras, agravado pela má administração dos recursos econômicos e políticos que estão sob a responsabilidade daqueles que dirigem este país e suas respectivas instituições”. Pastor Patente disse que a crise é uma oportunidade de consertar com o Senhor. O pastor explica que Deus coloca uma nação em situação difícil quando deseja chamar atenção para uma área específica. “Quando vemos que mais de 1.5 milhões de abortos são realizados por ano nos Estados Unidos, a bíblia sendo retirada das escolas, podemos ver que esta nação precisa consertar com Deus, não tenha a menor dúvida”.
Segundo dr. Tony, Portigliatti, diretor da Florida Christian University (FCU), de Orlando, os Estados Unidos sempre foram considerados como o exemplo de uma nação cristã. Questionado sobre se a crise econômica do país seja um reflexo espiritual de uma nação que se afastou dos caminhos do Senhor, Portigliatti disse que o Senhor trata com o seu povo de todas as formas, inclusive através de crises, derrubadas de torres, etc. “Todas as coisas para Ele são apenas detalhes. Embora sejam coisas que atinjam as massas, para cada um em particular são coisas que têm significados e reações diferentes. Sem dúvida tudo isto, demonstrará em quem temos colocado os nossos olhos e em quem temos que colocar o nosso foco”, explicou.
Para o pastor e teólogo Abraão de Almeida, diretor do Seminário Betel de Pompano Beach, a crise econômica nos Estados Unidos é reflexo espiritual de uma nação que se afastou dos caminhos de Deus. O pastor afirma que o mesmo Deus dos tempos do Antigo Testamento é o Deus desta presente dispensação da igreja. “A Bíblia apresenta, como causas da pobreza, a preguiça (Provérbios 6:6-11), a exagerada busca do lazer e do prazer (Provérbios 21:21), a inveja (Salmo 85:68), a poligamia, o adultério, a prostituição, a avareza (Provérbios 28:22), os vícios e as extravagâncias (Provérbios 20:13; 23:21), a escravidão e a apostasia religiosa, sendo esta última uma das principais razões da pobreza, da injustiça e da miséria social na história humana”, afirmou. Pastor Abraão assegura que nenhuma nação cuja força religiosa é a idolatria ou a feitiçaria livrou-se da miséria econômica e moral. “Se Deus está atento ao comportamento de povos e nações, e os julga já em nossos dias, como acreditamos que esteja, então devemos encarar a crise econômica e outras desgraças também à luz do texto bíblico: Ele cita o texto de Ezequiel 14.13 para corroborar sua opinião: "Filho do homem, se um país pecar contra mim, cometendo uma infidelidade, estenderei a mão contra ele e lhe cortarei os suprimentos de pão, enviarei a fome e extirparei homens e animais".
Pastor Paulo Abreu também acredita que a crise política do país seja um reflexo espiritual de uma nação que se afastou dos caminhos de Deus. “Em toda a história bíblica vemos que o sucesso ou insucesso de uma nação sempre esteve ligada ao seu comprometimento com o Deus vivo. Israel, por ser um povo que adorava apenas a um Deus dos céus sempre esteve com a benção. E os EUA, por sua base histórica sendo colonizada por peregrinos (os pilgrims) que vieram da Europa à procura de um lugar para viver e professar sua fé, foram criando um país com princípio e temor a Deus. Isso tornou o país na potência que hoje ainda é”, afirmou. Pastor Paulo relembra a história, quand a partir dos anos 70 quando o Liberalismo entrou no sistema de Governo e muitos começaram a abortar Deus de dentro das escolas para não ferir os que não crêem no mesmo Deus, aboliram o Senhor da justiça, dos Governos, e atualmente de suas próprias vidas. “Esse é o caminho da queda. Não importa se seja o caminho de um homem ou de uma nação. Os EUA precisam fazer o caminho de volta para Deus, senão colherá os frutos podres que a Europa está colhendo”.
O professor Alberto Matos, da FCU de Orlando, afirma que o Senhor sempre usou a espada, juízo, peste ou fome para corrigir as pessoas a quem Ele ama. Não tenho dúvida alguma, de que Deus trata com os Seus e também com quem não lhe pertence. Mas, cabe ao povo que se chama pelo Seu Nome, discernir os tempos e os acontecimentos, como vemos em II Crônicas 20.9: Se algum mal nos sobrevier, espada, juízo, peste, ou fome, nós nos apresentaremos diante desta casa e diante de Ti, pois Teu nome está nesta casa, e clamaremos a Ti na nossa angústia, e Tu nos ouvirás e livrarás.”
Pastor Silair Almeida, da Primeira Igreja Batista de Pompano Beach, crê que a crise é um sinal de Deus para que um avivamento real possa acontecer em nosso meio. “Crise é oportunidade de consertar com Deus. Deus coloca uma nação em situação difícil quando deseja chamar atenção para uma área específica. Ele também cita como exemplo a retirada da bíblia das escolas e mais de 1.5 milhões de abortos que acontecem nos Estados Unidos como dois fatos que são contrários aos preceitos bíblicos. |