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EDIÇÃO 125
JANEIRO DE 2009
 

Como nos prepararmos psicologicamente para enfrentar a crise em 2009

Laine Furtado

Estamos em janeiro de 2009. E o ditado mais popular do mundo é o que afirma que ano novo, vida nova. Mas os problemas de 2008 estão presentes este ano, eles foram a herança que recebemos do ano velho e hoje, mais do que nunca, 2009 precisa ser diferente. E para vencermos neste novo ano, precisamos ter metas, projetos e perseverar, mesmo que seja difícil. Para termos sucesso, devemos estabelecer metas que possam ser alcançadas. Quando planejamos o nosso futuro, devemos levar em consideração o fato de que as circunstâncias afetam a concretização dos nossos projetos, mas que, independente da situação econômica do país e da situação financeira dos nossos negócios, ou de como está a nossa vida espiritual, devemos estar psicologicamente preparados para entrar 2009 de forma vitoriosa. Devemos aprender a controlar nossas emoções e entrar o ano pensando de forma positiva.

Economistas do mundo inteiro afirmam que os Estados Unidos estão em recessão, mas devemos analisar a nossa situação pessoal dentro do contexto nacional e ver quais as medidas que precisam ser tomadas para que possamos enfrentar 2009 de forma positiva, realista e que tenhamos a estratégia certa para superar a crise. Num ano onde teremos um novo presidente, sabemos que mudanças virão e esta foi a frase chave da campanha do presidente eleito Barack Obama, que assume a presidência dos Estados Unidos no dia 20 de janeiro. E, diante deste ciclo, não se tem como evitar o peso que a situação econômica do país tem sido na vida de milhares de pessoas, não somente na área financeira, mas também psicológica e espiritual. Mas fugir dos problemas não resolve. Precisamos enfrentar a realidade, e para isso, nada como saber o que realmente temos à frente como nosso maior adversário.

Barack Obama assume um país em crise, mas está certo de que os Estados Unidos vão controlar a situação. Nem os analistas sabem exatamente qual é o tamanho da crise e diante desta realidade, alguns fatos devem ser considerados. A Casa Branca prevê um déficit no orçamento do governo de 482 bilhões de dólares para o ano de 2009. A taxa de desemprego está sendo considerada a maior dos últimos anos, em torno de 6.5%, com o número de desempregados em mais de 1.2 milhões em 2008. Obama disse que deseja que sua equipe econômica ache uma maneira de criar 2,5 milhões de novos empregos durante os dois primeiros anos do seu governo. A presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, disse que qualquer pacote de estímulo deve ter o objetivo de criar empregos imediatamente e poderia incluir cortes de impostos. E o Congresso e o Senado estão trabalhando neste pacote.

O custo do crédito nos Estados Unidos aumentou e os padrões de concessão de crédito estão mais rígidos, significando menos perdas, e também, menos receitas. Já se percebe uma redução acelerada nos preços dos imóveis e outros bens de consumo e isso afeta diretamente a saúde financeira do mercado e paralelamente, o comportamento do consumidor. Os economistas mais otimistas prevêem para este ano um crescimento da economia americana de apenas 2,0%, devido ao problema do crédito aos consumidores. O que nos sobra de positivo é o desempenho dos países asiáticos que absorverão parte da crise com o crescimento das exportações.

Em todos os lugares a que vamos, as pessoas, principalmente na comunidade brasileira, falam de crise financeira, da recessão do país, da falta de emprego e muitos estão esperando um 2009 difícil, apesar de que todos têm a esperança posta no governo Obama.  Sabemos de um fato: o governo americano vai apresentar medidas econômicas para levantar a economia americana, gerando trabalho, estabilizando o mercado de ações e capitalizando as empresas americanas que estão à beira da quebra. E, nesse pacote entram os bancos, as seguradoras e as fábricas de automóveis americanas, entre outros setores da economia.

Tudo é um processo que leva tempo para ter resultados e tempo é o que muitas pessoas não têm mais, principalmente as pequenas empresas, que estão descapitalizadas e sem oportunidades de conseguirem financiamentos porque os bancos dificultaram em muito a aprovação de empréstimos. Enquanto a situação econômica do país está em reorganização e o novo governo toma posse no dia 20 de janeiro, a comunidade sofre com a falta de emprego, o aumento dos custos de vida, e uma série de situações decorrentes da crise financeira do país. Hoje, mais do que nunca, o mercado precisa se adaptar à economia atual e buscar novas formas de vender seu produto e manter seus negócios.

Mas, e você? Como entrar em 2009 de forma positiva e ter sucesso, independente das circunstâncias? Como manter a mente ocupada com pensamentos positivos em tempo de crise? A psicóloga Gladys Blumestine, de Hollywood não acredita que apenas manter a mente ocupada com pensamentos positivos funcione, principalmente porque depois de algum tempo os pensamentos positivos não terão o mesmo efeito. “Acredito ser mais importante aprendermos a ser flexíveis e nos adaptarmos às situações, olhar para a crise como uma oportunidade e momento de desafio”, afirmou. Gladys disse que a pessoa não deve deixar a crise levar a nossa alegria ou trazer tensão para dentro de nossa casa. “Isso seria mais duradouro e uma excelente experiência de vida, não somente para nós mesmos, mas para aqueles ao nosso redor, como nossos filhos e cônjuges”. Ela falou da importância de usar a criatividade para criar momentos prazerosos com a família, dentro de um orçamento que seja real.

A psicóloga Célia Alcântara, de Jacksonville, afirma que, neste momento em que vivemos, a receita para manter a mente ocupada  é o querer desfocar a mente do “caos” mundial e buscar na sua própria vida e ao redor razões para pensar diferente. “E, a partir de então, buscar crescer, mudar e se reposicionar, porque razões para isso existem, afinal você é maior do que esta ou qualquer crise que passou ou que venha a enfrentar por maior que sejam os estragos; você ainda é maior”.  Célia lembra que as crises sempre existiram e sempre vão existir; a forma de lidar com elas é que difere. Para uns, ela pode ser a possibilidade de crescimento e ampliação de horizontes e, para outros não. “Devemos ter em mente que a vida é muito mais feita de coisas e situações transitórias do que definitivas. O nosso próprio desenvolvimento biológico, emocional e existencial comprova esta verdade. O que era de suma importância para você há 10 anos, por exemplo, pode não ter nenhuma importância e valor hoje”, explicou. Diante deste quadro, Célia estimula a pessoa a pensar que o emprego perdido pode ser recuperado e quem sabe por outro muito melhor; negócios podem dar certo ou não, temos que tentar até acertar; empresas abrem e fecham, faz parte da vida; relacionamentos terminam e começam outros. “Todas estas experiências deixam em nós uma “bagagem” para continuarmos a nossa caminhada. O importante é não desistir!”, garantiu.

Desta forma, pensar na crise como algo transitório e não definitivo pode ajudar você a repensar decisões, atitudes e posicionamentos que o ajudarão a reiniciar a sua caminhada quando a crise passar, porque ela vai passar como todas as outras passarão e hoje são apenas citadas em números e estatísticas, pois fazem parte do passado. Uma crise, seja na área financeira, familiar, emocional ou profissional sempre traz em si mesma o rompimento do “velho” e a possibilidade do “novo” e o que é novo assusta, principalmente porque não o conhecemos.

Hoje, estamos vivendo dias de dores, angústias e mudanças, mas o novo vai surgir logo ali na frente no horizonte mundial. É bom lembrar que o seu posicionamento diante do novo vai depender em grande parte de fatores internos e externos inerentes a cada ser humano. Célia explica que cada pessoa reage de uma determinada forma ao que é novo, dependendo da sua “bagagem” histórico/familiar, sua constituição psíquica, sua percepção de si mesma, do outro e do mundo. Desta forma, esta crise pode ser uma tremenda oportunidade para você rever conceitos, aprofundar o conhecimento sobre si mesmo e fazer avaliações direcionadas. “Esta crise pode ser uma tremenda possibilidade de mudança e crescimento para você. Isso depende apenas da sua decisão e de ninguém mais”, assegurou. 

Para a psicóloga Heloísa Guimarães, de Boca Raton, não apenas em tempos de crise, mas em todas as circunstâncias da vida, nós devemos ocupar as nossas mentes com pensamentos e recordações alegres. Ela lembra o psicólogo Deepak Chopra, que afirma que como seres humanos, somos os únicos que conseguimos mudar nossa biologia por aquilo que pensamos ou sentimos. A recordação de um fato estressante libera o mesmo fluxo de hormônios destrutivos que o estresse. Ela vai para a bíblia para dar a receita do sucesso: “Há dois mil anos, Jesus Cristo já nós ensinou o que pensar, pois Ele diz: “Finalmente, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses, 4:8)”.

Sabemos que devemos ocupar a nossa mente de forma positiva, mas como colocar isso em prática no ano novo? Quais os principais passos que devemos dar em 2009?  Gladys Blumestine disse que muitas pessoas esperam a entrada do ano para tomar novas resoluções, iniciar uma dieta, parar de fumar, etc… “Infelizmente existem várias pesquisas que afirmam que a maioria destas novas resoluções são esquecidas e deixadas de lado entre os meses de fevereiro e março. Isso traz um senso de derrota e incapacidade”. A sugestão da psicóloga parte de uma premissa simples: buscar oportunidades em ser uma pessoa melhor. Fazer algo que possa ser concluído em poucos dias como: escrever uma carta a alguém que não entra em contato há muito tempo ou quem sabe pode estar chateado com você, ligar para um amigo antigo, mandar um presente a alguém que não espera nada de você. Novamente, use a sua criatividade com amor e compaixão.

A psicóloga Heloísa Guimarães explica que a passagem do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro carrega em si mesmo certa magia, onde as pessoas acreditam que o início de um novo ano poderá modificar a própria vida. Heloísa explica que o entendimento de ano novo é relativo, porque ele apresenta inúmeras variações. O ano novo judaico começou no dia 12 de setembro de 2008. O ano novo chinês começou no dia 7 de fevereiro de 2008. Para nós, o ano novo começou no dia 1 de janeiro de 2009. Para nós, a passagem do dia 11 de setembro para o dia 12 de setembro não significou nada; somente a passagem de um dia para o outro. Para os judeus, entretanto, essa foi uma data extremamente importante, pois eles comemoraram o Rosh Hashana, que é o início do ano 5.768.

Heloísa fala que é interessante observar que o ano novo representa uma data como qualquer outra data do nosso calendário. “A ênfase na passagem do dia 31 de dezembro para 1º de janeiro é puramente comercial. Isso não significa que ao iniciar o novo ano você tenha a sua vida transformada. Cada pessoa deverá estabelecer objetivos; saber quais os sonhos que ela pretende realizar e esforçar-se no sentido de atingi-los. O ano novo em si não traz mudanças, mas sim o empenho que a pessoa faz, no sentido de concretizar seus sonhos”, assegurou. Para que o ano seja vitorioso, a psicóloga sugere que a pessoa prepare uma lista com os objetivos que pretende alcançar no ano de 2009. Do lado de cada objetivo, escreva o que ela deverá fazer para atingir o que deseja. “Periodicamente releia a lista e verifique se você está atingindo sua meta. Há muitas pessoas que sonham, que planejam um ano diferente, mas que não conseguem realizar seus sonhos, por não se empenharem em conquistá-los”.

Heloísa explica que é importante ressaltar que não há conquistas sem lutas. “Se você quer algo, corra atrás. O sonho do ano novo, vida nova acontece quando a pessoa luta para conquistar o que deseja, porque senão será mais um ano novo que se inicia, sem que os sonhos se tornem realidade”. No início do ano novo ou no início de um novo dia, a pessoa deverá se comprometer a acreditar nas promessas de Deus; confiar que Ele está no controle de tudo e manter um relacionamento de obediência e dependência do Senhor. Um novo ano que se inicia vem sempre carregado da possibilidade da mudança, do novo, e isso é bom! Todos os anos milhares de pessoas fazem promessas a si mesmas e a outros para serem executadas no novo ano, e a grande maioria delas não se cumprem, e então outro final de ano chega e as promessas se repetem, e este é apenas mais um novo ano que está se iniciando.

Célia Alcântara afirma que todo novo ano também traz certa dose de medo e insegurança. O diferencial desta vez é que a razão da insegurança tem nome e se chama crise financeira mundial. “Nos anos anteriores, os temores nos rondavam como “fantasmas” sem identidade, mas agora sabemos como se chama. Menos mal, porque agora temos uma maior chance de sermos mais bem sucedidos na nossa caminhada do que no passado, pois afinal temos alguma noção “do que nos espera”, explicou”. Mas, como em qualquer novo ano que se inicia, Célia afirma que devemos ser prudentes quanto à tomada de decisões, devemos analisar cada passo com cautela, sensatez e responsabilidade. “Afinal, colhemos os frutos das nossas decisões, e sempre foi assim, O diferencial desta vez é que a crise que estamos atravessando tem nos “igualado” quase a um mesmo patamar; afinal ela chegou para os ricos e pobres, e este fato tem nos confundido e assustado”.

Célia explica que, no entanto, não devemos nos esquecer de que apesar da situação estar diferente desta vez, Deus continua o mesmo. “Ele continua sendo Deus e a ter o total e completo controle de toda e qualquer situação que envolva a minha e a sua vida, bem como a de todo o universo. E é sempre bom lembrar que tudo o que temos e somos vem d`Ele e de nenhuma outra fonte”. A psicóloga afirma que esta verdade não nos isenta de sermos responsáveis sobre os nossos atos, porém o desespero não deve fazer parte da vida de quem sabe que o seu futuro e a sua vida estão nas mãos de Deus. E que, absolutamente nada que vier a acontecer em 2009 estará fora do controle e permissão de Deus. “Sendo assim, inicie 2009 com responsabilidade e com o coração alegre porque você não está “órfão” e tem um Deus-Pai maravilhoso que se importa e cuida de você”. 

Independente desta realidade, há situações onde o medo e a insegurança invadem a nossa mente. Como combater a sensação de “não sei o que fazer” quando ela se apodera da nossa mente? Em casos assim, a psicóloga Gladys Blumestine explica que a pessoa que se deixa ser levada por medo, insegurança e ansiedade estará mais sensível a estes sentimentos nos momentos de crise. Segundo ela, esta é uma característica normal em pessoas com pré-disposição à depressão e ansiedade. Gladys sugere, nestes casos, que a pessoa busque ajuda de um profissional se estes sintomas de medo e ansiedade começarem a afetar a vida familiar, social e de trabalho.

A psicóloga Heloísa Guimarães explica que o medo, quando sentido em uma situação real, é uma resposta emocional completamente normal e ajuda a pessoa a reconhecer e responder às situações de perigo e ameaças. O medo é um mecanismo básico de sobrevivência. A insegurança surge pela falta de certeza ou convicção sobre alguma coisa ou algum fato. Veja o medo e a insegurança como sentimentos que nos ajudam a enfrentar o desconhecido e nos preparam para analisarmos melhor a nossa circunstância e analisarmos melhor a decisão a ser tomada.  Esses dois sentimentos estão atuando a nosso favor e não contra nós.

É muito importante que você aprenda a controlar seu próprio pensamento e não deixe seus pensamentos controlarem sua vida. Como a nossa mente é um campo de batalha, nós devemos controlar os pensamentos negativos e substituí-los por uma promessa de Deus. Um dos melhores meios de enfrentar o medo e a insegurança é decorar versículos bíblicos, ou escrevê-los e mantê-los na bolsa ou na carteira. Quando você se sentir fragilizado, leia o texto e confie na palavra de Deus. Em Isaías, 41:10, Deus diz: “Não temas, porque Eu sou contigo; não te assombres, porque Eu sou o teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a minha destra fiel. Porque Eu, o Senhor teu Deus, te tomo pela tua mão direita, e te digo: Não temas, que Eu te ajudo.”

A psicóloga Célia Alcântara afirma que, em primeiro lugar o medo é natural e faz parte da sua vida e não ao contrário. Por isso, o problema não é ter medo, mas se deixar dominar pelo medo a ponto de se paralisar. Pois quando isso acontece você pode prejudicar a sua caminhada diária e até adoecer. Sempre que temos desafios à nossa frente sentimos medo, e de modo geral o medo atua no nosso organismo e na nossa vida também com a finalidade de nos preparar para enfrentar o “desconhecido” e de forma a nos proteger, nos deixando de certa forma mais alerta para o que está ao nosso redor.

Célia disse que devemos lembrar que a nossa alma e psique humana não são estáveis e que as nossas emoções não são confiáveis no sentido de que podem variar todo o tempo, num momento podemos estar eufóricos, alegres, triunfantes e no momento seguinte estar nos sentindo angustiados, assustados, tristes. Somos vulneráveis a situações que nos cercam e isso faz parte da nossa existência como pessoas. “Estamos vivendo tempos difíceis, pois todos temos sido fortemente tocados na nossa área financeira e nos nossos bens materiais. Gostaria, no entanto, de ressaltar algo que tenho observado no meu trabalho como conselheira, e que pode não ser o seu caso, mas é o caso de algumas pessoas, com certeza. Pessoas tem sido profundamente tocadas também em suas convicções antes” intocáveis”, como uma confusão em sua identidade, em quem são, e esta confusão pode estar localizada no fato da sua “identidade’ estar como “disfarçada” pelas conquistas financeiras e materiais alcançadas neste país”, revelou.

A psicóloga explica que muitas pessoas, sem perceber, foram absorvendo uma “identidade” baseada no “ter” e não no “ser”. Esta pode até parecer uma discussão antiga entre o Ter X Ser, mas não é. “Tenho observado de forma clara na vida de algumas pessoas que Deus tem permitido certas situações na vida das pessoas para que haja cura e mudança completa. E estas pessoas têm apresentado um sentimento de “abandono”, de solidão de forma profunda. Recordo-me de um Salmo do rei Davi que expressa de certa forma o tipo de sentimento ao que me refiro. “Olha a minha direita e vê, pois não há quem me reconheça, nenhum lugar de refúgio, ninguém que por mim se interesse” (Salmo, 124:4). Existem pessoas que estão vivendo este sentimento de abandono, de orfandade. A boa notícia é que Deus está muito mais interessado em você do que em tudo o que te cerca ou cercava e Ele pode e quer mudar por completo a sua vida e história”, assegurou.

Célia explica que é nestes momentos, em meio à dor e à agonia que você precisa renunciar, fazer sacrifícios. “Quando você sofre perdas, e se sente só, é que o seu verdadeiro EU se manifesta, revelando quem você é, até aonde consegue ir, e em quem confia, e que tipo de relacionamento tem com Deus. E esse é o momento ideal para Deus agir com liberdade e profundidade em você. E é nesse momento que, apesar das dificuldades, vemos benefícios tremendos. É na tribulação que as virtudes surgem e que os sentimentos ganham grandeza. A tribulação produz auto-revelação, ela mostra quem você é, e o que tem no “coração”. Ela finaliza afirmando que esse auto-conhecimento de quem de fato somos sem a “proteção” do que temos, nos faz estar como que “nus” diante de Deus e só então temos a oportunidade de sermos curados e completamente transformados por Deus. E então nos lembra as palavras de Jô, 42:5: “Eu te conhecia só de ouvir, mas agora os meus olhos te vêem.”

 

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