“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito para que todo aquele que Nele crê não pereça, mais tenha a vida eterna” (João: 3;16). Poderíamos comparar este amor ao amor humano, ao amor dos irracionais, ao amor das aves; e não seria igualável; por exemplo: você leitor deve conhecer o amor de Pítias e Damon que jamais poderia ser igual ao amor de Deus; e nem mesmo o amor de Davi e Jônatas; e nem ainda ao amor de mãe pelos seus filhos, pois pergunta Deus ao profeta Isaías: “Pode a mãe esquecer-se do seu filho? Ainda que esta se esqueça, eu não me esquecerei de ti”. Foi encontrado num campo por onde o fogo passara, uma galinha toda tostada. E para surpresa, debaixo dela estava os seus pintinhos todos vivos. Poderíamos dizer: que grande amor! Ela enfrentou o calor do fogo por amor de seus filhos. Mas que é isto ao lado do amor de Deus?
Você daria o seu filho para tomar o lugar de um criminoso, dando a este liberdade e pondo o seu filho na prisão? Pois Deus entregou o Seu Filho para tomar o seu lugar, evitando assim que você permanecesse na prisão que Satanás o colocou. E, mais ainda, o filho de Deus deu-Se a si mesmo, para evitar que você fosse escarnecido, zombado e vilipendiado. E mais ainda, depois disto ser lançado no inferno, onde o seu fogo não se apaga e nem a sua dor tenha fim. Enfim dor durante toda a eternidade. Ele sofreu toda dor física, espiritual e moral. E se Ele fosse um criminoso, estaria pagando os seus próprios crimes. Entretanto a Bíblia diz que em Sua boca não se achou engano. Ele era Santo em toda Sua plenitude, pois Ele era o filho de Deus. Algum ser humano faria uma coisa igual a esta? Você pode contar a história de um ser humano que sofreu torturas; semelhantes, mas, jamais, iguais.
O ser humano pode sofrer as piores humilhações; mas, jamais será igual à de Jesus, visto que o homem é pecador. Você deve se lembrar daqueles dois malfeitores crucificados aos lados de Jesus. Um deles revoltado zombava do Senhor, pedindo que se salvasse a si mesmo e a ambos os malfeitores. O outro repreendia o companheiro dizendo: nós recebemos o que os nossos feitos mereciam; mas, Este não merecia este sofrimento. Como podemos estar percebendo, o amor de Deus é inigualável. Quantas vezes você, e nós também, nos revoltamos contra a situação, às vezes calamitosa, por que passamos, esquecendo-nos de que Ele nos perdoou, nos deu a Paz e nos prometeu o Reino Celestial. Poderíamos nós fazer o mesmo em relação ao nosso semelhante, ainda que digamos que o amamos muito?
Jesus estando pregado na cruz, disse: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que estão fazendo”. Qualquer de nós numa hora desta estaria reclamando, e quem sabe, outros estariam zombando e blasfemando de Deus. E talvez ainda prometendo vingar-se de seus malfeitores. Mas por que foi que Jesus Se permitiu passar por tamanho vexame? “Para que todo aquele que nEele crê, não pereça, mas tenha a vida eterna”. Eis o amor inigualável! Ele não retribuiu “com a mesma moeda”. Mas pediu perdão por eles, querendo vê-los salvos, herdando o Reino celestial. Só Jesus é que poderia fazer isto; e continua fazendo. E você pecador, por que está rejeitando este amor incomparável? O profeta Isaías, diz no capitulo 53 do seu livro, que Ele levou os pecados e as enfermidades de cada um de nós. Quando alguém rejeita isto, está tornando a crucificá-Lo. Não quer agora aceitar este amor, neste momento? Curve-se diante Dele e diga-lhe que você O ama e quer segui-Lo.
Timofei Diacov é pastor ligado à Convenção Batista Brasileira, professor de Teologia Sistemática, Homilética, Ética Pastoral. Tem programa de rádio na Lins Radio Clube, no Brasil, no ar há mais de 10 anos.
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