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EDIÇÃO 118
JUNHO DE 2008
 

Estudos revelam qualidade sexual entre parceiros

Laine Furtado

Uma relação sexual satisfatória dura entre três e 13 minutos, de acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade Penn State, no Estado americano da Pensilvânia. A pesquisa contou com a participação de 50 integrantes americanos e canadenses da Sociedade de Pesquisa e Terapia Sexual, incluindo psicólogos, médicos, assistentes sociais, terapeutas familiares e enfermeiras. Todos os envolvidos recolheram dados de milhares de pacientes, durante décadas.

O estudo, publicado na revista “Journal of Sexual Medicine”, informa que um ato sexual "adequado" dura entre três e sete minutos; um "desejável", de sete a 13 minutos; um "curto demais", de um a dois minutos; e um "muito longo", de dez a 30 minutos. "A interpretação de um homem ou de uma mulher de seu funcionamento sexual, ou o de sua (seu) parceira (o) tem como base crenças pessoais fundamentadas, em parte, nas mensagens da sociedade", afirmaram os pesquisadores.

Pesquisas anteriores indicavam que uma grande porcentagem de homens e mulheres gostaria que a relação sexual durasse 30 minutos ou mais. "Esta parece ser uma situação propícia para decepção e insatisfação", afirmou um dos autores da pesquisa, Eric Corty, da Universidade Penn State. "Com essa pesquisa, esperamos dissipar estas fantasias e encorajar homens e mulheres com informações realistas a respeito de relações sexuais aceitáveis, evitando decepções e problemas sexuais", acrescentou o pesquisador.

O estudo também poderá ajudar no tratamento de pessoas que já têm problemas sexuais. "Se um paciente está preocupado com a duração da relação, estas informações podem ajudar a afastar a preocupação com problemas físicos e fazer com que ele seja tratado, inicialmente, com aconselhamento, ao invés de remédios", disse Corty.

Para o ginecologista Jabal Ulfeman, que atende a comunidade brasileira no condado de Broward, a maioria das pessoas tem inseguranças sobre  o ato sexual. Algumas mais do que outros. “Então, enquanto fazendo o ato, ficam nervosas, com dúvidas, e buscam uma performance "melhor" o "com maior duração", para se sentirem mais adequados na relação”. Muitas dessas pessoas são afetadas pela forma como recebemos informações sobre sexo dentro da cultura em que vivemos.

Dr. Jabal explica que o sexo é apresentado como uma amplificação das imagems e Hollywood e da cultura popular que recebemos desde criança e com isso as pessoas idealizam demais. Ele disse que o mais importante no relacionamento sexual é a conexão com a outra pessoa e a capacidade de dar e receber prazer.  “O sexo é fundamental à nossa existência.  Sem sexo, não seguimos criando familias para manter a humanidade. A nossa natureza humana tem a atração entre parceiros como parte da nossa vida. Biologicamente falando, sexo feito só com o objetivo de sentir prazer e não de procriar, é um beneficio secundário, uma vez que através da relação sexual podermos gerar filhos”.

Para o psicólogo Gilson Bifano, do Minstério Oikos, o casal que deseja experimentar o prazer sexual deve praticar a comunicação franca sobre o que lhe causa prazer e o que lhe desagrada. “Quando um casal mantém um diálogo aberto sobre sua vida sexual, com certeza terão muito prazer. Outro fator importante é saber que ambos, marido e esposa, têm direito a esse prazer sexual. Paulo, o apóstolo, deixou esse ensinamento quando escreveu que o marido deve proporcionar prazer sexual à sua esposa e essa ao marido (1Co 7.3)”, explica o psicólogo.

Para o psiquiatra e pastor Elias Coutinho de Macedo,  vários fatores devem ser levados em conta quando o assunto é sexo no casamento. “Em nível individual, é necessário que haja uma integração entre aspectos físicos e psíquicos da sexualidade – uma integração do corpo e da mente. Há pessoas possuidoras de um corpo muito saudável mas que não dispõem de uma disposição mental adequada, porque interiormente rejeitam a sua sexualidade ou certos aspectos dela.

Elias de Macedo explica que, em nível de casal também é necessária uma integração. “É preciso que suas personalidades estejam em harmonia. Muitos casais não de dão bem porque estão mal ajustados um ao outro”. Na realidade, sexo no casamento é um detalhe de um relacionamento global. Toda a vida do casal está envolvida nisso. Bom relacionamento sexual depende de boa convivência.
Pouco sexo no Japão.

A sexualidade é um dos maiores problemas para o ser humano. Ela é motivo freqüente de sofrimento familiar, desilusões e frustrações de vários tipos. Ao mesmo tempo, a sexualidade é algo bastante difícil de entender. E a situação é mais complexa no Japão, onde um quarto dos casais japoneses não mantêm relações sexuais, segundo uma pesquisa realizada conjuntamente em 2007 pela Organização Mundial da Saúde e pelo Instituto de Pesquisa Populacional da Universidade Nihon, de Tóquio.

A pesquisa ouviu 9 mil japoneses de 20 a 59 anos de idade, entre abril e julho de 2007, e constatou que 24,9% dos casais não mantêm relações sexuais. A enquete, a primeira sondagem do gênero já realizada no Japão, revelou também que a freqüência das relações diminui à medida que avança a idade.

Na faixa etária dos 50 anos, 37,3% relataram total abstinência de sexo nos 12 meses anteriores à enquete. Já entre os casais na faixa dos 20 anos, com até cinco anos de vida conjugal, 42% disseram manter relações ao menos uma vez por semana.

O relatório do levantamento enfatiza a necessidade de refletir sobre “o aspecto fundamental da reprodução, a freqüência das relações sexuais, como um novo problema numa nação com baixa taxa de natalidade”.

Uma pesquisa anterior, de âmbito mundial, sobre a freqüência de relações sexuais, feita pela fabricante britânica de preservativos Durex, colocou o Japão em último lugar numa lista de 26 países, com a média de 48 relações por ano, quase 3,5 vezes menos do que os líderes, os gregos, com 164.

A Sociedade Japonesa de Sexologia define “falta de sexo” como a condição em que o casal esteja “ao menos um mês sem relações sexuais consensuais (incluindo a prática de carícias, de sexo oral ou de dormir juntos sem roupa) e não haja perspectivas de que elas venham a acontecer em futuro previsível”.

De acordo com a mesma entidade, em 80% dos casos a causa é identificável no comportamento do marido. A conhecida devoção ao trabalho, dos japoneses, é em geral apontada como a causa principal de sua atitude arredia ao sexo, mas vários estudos indicam também outros fatores, como, é claro, a incompatibilidade entre os casais.

Na visão de alguns especialistas, a tendência no Japão é de o relacionamento homem–mulher ficar reduzido a uma relação consangüínea, como a de mãe e filho ou de irmão e irmão, na qual, mesmo havendo afeto, o sexo é visto quase como algo incestuoso.

Há também casais em que a mulher evita o sexo com receio de que o marido venha a lhe transmitir alguma doença venérea, eventualmente contraída por qualquer relacionamento casual, e só mantém a união por causa dos filhos.

Divórcio cresce na Grã-Bretanha

Uma projeção do Escritório Nacional de Estatísticas da Grã-Bretanha mostrou o crescimento do número de divórcios no país. O levantamento mostrou que os divórcios são mais comuns entre casais jovens. Na outra ponta, casamentos que sobrevivem pelo menos 20 anos "raramente" terminam em separação, afirmou o órgão.

O documento foi publicado um dia depois de estatísticas mostrando que os casamentos caíram para o menor nível desde o início da série histórica, em meados do século 19. A OMS observou ainda que as chances de separação sejam maiores entre as pessoas que estão em seu segundo casamento.

Segundo as estatísticas, cerca de 45% dos casamentos celebrados em 2005 acabarão em divórcio. Essa mesma taxa era de 34% em 1979, 37% em 1987 e 41% em 1993. Assumindo que as taxas de morte para 2005 se manterão, isto quer dizer que apenas 10% dos cônjuges vão comemorar o 60º aniversário de casamento – as bodas de diamante. Nove em cada dez uniões terão se desfeito em virtude de divórcio ou morte do cônjuge, informou a agência governamental.

O levantamento mostrou que a proporção de divórcio varia de acordo com a duração do casamento. Menos de 31% dos casamentos com mais de dez anos termina em divórcio; após 20 anos, a proporção cai para 15%; uniões que sobrevivem a este período "raramente" se desfazem por separação.

O estudo foi divulgado um dia após o OMS dar a conhecer números mostrando que o casamento na Grã-Bretanha caiu para o seu menor nível desde 1862, quando o órgão deu início à sua série histórica.  A taxa de casamentos entre homens com mais de 16 anos foi de 22,8 por cada mil. Entre mulheres, a taxa foi de 20,5.

Sexo na Net

Outro problema que ocorre está diretamente ligado ao número de homens britânicos viciados em sexo. Uma pesquisa realizada pela BBC News da Grã-Bretanha revela que, entre os 43 especialistas britânicos entrevistados, cerca de 80% avaliam que o vício em sexo é um problema.

O uso obsessivo de pornografia pela internet é a forma mais comum da condição. Segundo os terapeutas, em casos mais graves, alguns "viciados" passam até oito horas por dia em sites pornográficos e correm o risco de perder o trabalho ou o parceiro por causa da obsessão.

No questionário, conduzido para o programa Newsbeat, da BBC Radio 1, 74% dos terapeutas afirmaram que os casos em que o uso abusivo de pornografia na internet causa problemas no relacionamento estão se tornando cada vez mais comuns.

De acordo com a Relate, organização que presta serviços de aconselhamento, há um "grande aumento" no número de pessoas que afirmam que o comportamento sexual compulsivo está atrapalhando o relacionamento.

A pesquisa aponta que, enquanto o sexo casual freqüente, o sexo de risco e o uso de prostitutas são relativamente comuns entre os viciados, o uso da pornografia na internet é mais freqüente.

Segundo os terapeutas, o uso de sites pornôs e do "cybersexo" é visto como "anônimo, barato e seguro" entre os viciados. Uma das entrevistadas afirmou que recentemente, com a disponibilidade da pornografia na internet, os homens parecem se viciar mais rápido em sexo.  Ela comentou que um dos piores casos que tratou foi de um homem que fazia sexo de 10 a 12 vezes por dia.

Para Christine Lacy, consultora da Relate, o problema atinge também os adolescentes.  "Os conselheiros da Relate que trabalham com adolescentes relataram que o acesso instantâneo de imagens pornográficas na internet e nos telefones celulares traz preocupações sobre a habilidade dos jovens em terem relações sexuais normais na vida adulta", afirmou Lacy.

Lacy disse ainda que muitos viciados afirmem que sentem suas vidas "fora do controle".  "Somente nos últimos dois anos, a Relate testemunhou um aumento no número de pessoas que abusam do uso de sites pornográficos e cujo comportamento sexual compulsivo está causando problemas no relacionamento."

Além disso, a terapeuta afirma ainda que o comportamento abusivo causa um impacto na vida pessoal e profissional dos viciados em sexo. "Os parceiros ficam furiosos e se sentem traídos", afirmou. "Enquanto alguns podem apoiar os viciados, outros não conseguem continuar com a relação, o que acaba causando um impacto nos filhos, no trabalho e no restante da família."

10 DICAS PARA AQUECER SUA VIDA SEXUAL

Segundo o psicólogo e terapeuta familiar Carlos Grzybowski, precisamos trabalhar no sentido de fazer com que nossa relação com o cônjuge seja satisfatória. Confira abaixo as dicas para um casamento feliz e duradouro.

DICA 1: Solidifique o vínculo

Para se ter prazer numa relação, a pessoa precisa estar o mais relaxada possível. As tensões conspiram contra a obtenção de um alto grau de prazer. Assim, o quanto mais relaxado se puder estar durante a relação, mais efetivo será o prazer alcançado.

DICA 2: Mantenha uma comunicação aberta

Um outro elemento importante para se incrementar o prazer no relacionamento sexual é o conhecimento do outro. Saber o que agrada e o que desagrada o outro, quais são as formas como o outro espera que você se aproxime e inicie o relacionamento sexual e quais são as eventuais restrições que o outro tem acerca da sexualidade, são elementos de vital importância na construção da intimidade e estas coisas só se obtém através de uma comunicação aberta e transparente. Sem esta comunicação haverá sempre uma “pressuposição de conhecimento” podendo gerar muitos equívocos ou ainda uma desconsideração do outro.

DICA 3: Esteja presente emocionalmente

Isto tem a ver com o interesse pelo parceiro, como pessoa integral, e não somente pela genitália do outro. Casais que desenvolvem um alto grau de interesse um pelo outro entendem que no ato sexual não estão apenas usando o cônjuge como um objeto de satisfação de seus desejos sexuais, mas que o sexo transcende a isso – como expressão complementar de um afeto profundo. Quando o outro é apenas usado – como se fosse um objeto que eu jogo fora depois de não precisar mais – o máximo que a pessoa vai conseguir é um orgasmo fisiológico.

DICA 4: Desenvolva um alto grau de preocupação pelo outro

De certa forma este item está relacionado com o anterior. Para um desfrute intenso da relação sexual é necessário se estar atento e preocupado com o parceiro. O outro deve ser a pessoa mais importante em sua vida – acima de filhos, pais ou qualquer outra pessoa. Saber de detalhes do dia-a-dia, das frustrações e alegrias, das angústias e necessidades do cônjuge leva a uma sintonia fina com o mesmo e um sentimento de unidade relacional que facilita o entregar-se plenamente no momento da relação.

DICA 5: Assegure um clima de confiança e fidelidade

Sem um clima de confiança não há verdadeira entrega. Ninguém se entrega plenamente ao outro se não puder confiar totalmente nesta pessoa. Isso está intimamente relacionado com os demais itens acima, em especial com a transparência na comunicação. Através de uma comunicação transparente, eliminam-se as fantasias da “grama mais verde do vizinho”, pois esteja certo que quando a grama do vizinho parece mais verde, o principal motivo é que você não soube cultivar bem a sua!

DICA 6: Crie um ambiente “erótico” permanente

Não se deve confundir erotismo com pornografia. Um ambiente erótico permanente não significa assistir filmes pornográficos com o cônjuge, nem ir a boates de strip-tease. O que quero dizer com um ambiente erótico permanente é que não se pode estar o dia todo indiferente ao outro e à noite querer ter relações sexuais. Pelo contrário, deve-se manter a eroticidade saudável de troca de abraços e beijos durante todo o tempo. Mesmo nos dias em que não se deseje manter relações sexuais. Isso vai assegurando ao outro que ela (e) é importante e desejável todo o tempo e não apenas quando eu ‘preciso satisfazer meus desejos’.

DICA 7: Seja criativo

A criatividade é um quesito importantíssimo no relacionamento conjugal. Falo da criatividade nos mais diversos aspectos. Seja criativo, desde planejar um passeio a pé na vizinhança ou o preparar um almoço juntos, até a criatividade de um presente inesperado para comemorar o dia do nada! A rotina não-criativa pode ser esmagadora para o relacionamento conjugal. Isso não significa que é necessário mudar as rotinas todos os dias. O que é necessário é incrementar detalhes nas rotinas. Por exemplo: pode-se arrumar a “mesa do jantar” do sábado no chão da sala e desfrutar de um piquenique ‘indoor’ com toda a família, só para variar um pouquinho.

DICA 8: Divirtam-se juntos

Há casais que fazem de seu relacionamento um diálogo de velório. Só falam de problemas, doenças, quem morreu ou quais dívidas precisam ser pagas. Jamais riem juntos ou contam algo engraçado que lhes aconteceu durante o dia. Para divertir-se juntos não é preciso ir ao cinema ou ao teatro toda a semana, nem fazer maravilhosas viagens de férias. É preciso desenvolver um senso de humor que esteja presente todos os dias nas pequenas coisas. E quando nos sentimos bem, temos mais disposição para a relação sexual.

DICA 9: Cultive a ternura

Mostre a seu cônjuge que seu interesse não é só no corpo dele ou dela, mas na PESSOA integral! A ternura se manifesta em pequenas expressões, em olhares ternos, em gestos de solidariedade e apoio. São gestos que denotam que você se preocupa efetivamente com o bem-estar do outro e que deseja ver o outro feliz nas várias dimensões da vida. Um andar de mãos dadas na rua, uma palavra de muito obrigado por uma ajuda necessária, são todos gestos de ternura que fortalecem o vínculo e favorecem a entrega total ao outro, incrementando o prazer no momento da relação sexual.

DICA 10: Seja Sensual

Existem casais que tornaram a relação sexual uma rotina tão aborrecida que nunca desfrutam de um prazer verdadeiro. Acham que depois de alguns anos de casado já não precisam se arrumar para agradar o outro esteticamente – especialmente os homens são campeões de relaxamento neste quesito -. Há pessoas que depois que se casam pensam que não precisam mais cuidar da aparência porque isso já não é importante ao outro e então engordam 50, 60 quilos, não cuidam dos cabelos ou das unhas, enfim vão relaxando de uma forma geral e acabam adoecendo de várias maneiras e causando um afastamento do outro.

 

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