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EDIÇÃO 112
DEZEMBRO DE 2007
 
Inteligência financeira
Por Giovana Marques

Com educação financeira conseguiremos, daqui a algum tempo, ter pessoas com uma nova atitude, uma nova visão e novos sentimentos com relação ao dinheiro. Hoje, muitas pessoas estão numa situação financeira delicada por falta de informação e de noções básicas para administrar seus recursos financeiros. E, como todo processo educativo, a questão financeira também requer aprendizado contínuo. Nunca poderemos dizer que sabemos tudo neste assunto, pois a economia tem mudanças diárias, que nos exigem acompanhamento constante do que está acontecendo. Um exemplo disto é o investimento. O mercado muda constantemente e devemos acompanhar tais mudanças. Algum tempo atrás, comprar dólares era um ótimo investimento, hoje não é mais. Portanto, se não atualizarmos nosso aprendizado poderemos fazer escolhas equivocadas.

Hoje, as pessoas fazem muito esforço para obter dinheiro, e o que se ganha parece desaparecer muito rapidamente. Portanto, se o desejo é tomar as rédeas e controlar as finanças, ao invés de ser controlado por elas, é preciso organizar-se. De maneira geral, carecemos de maior aprimoramento no campo da Inteligência Financeira. Freqüentamos, desde crianças, escolas que omitem o ensino sobre finanças, comércio e economia, e seguimos rumo à vida adulta com uma quase que total falta de habilidade em manejar dinheiro. Nossos pais (com poucas exceções) também não souberam nos mostrar como fazer para lidar com o "vil metal". Não sabemos guardar, investir, ou gastar corretamente. É, sem dúvida, preocupante.

Antes de pensar em “ficar rico”, é preciso saber administrar o que se ganha. É preciso ganhar mais do que se gasta e traçar objetivos de futuro. Antes de aprender a investir, é necessário um total entendimento e controle das finanças. Para isso é preciso educar o bolso e desenvolver a inteligência financeira.  

O QUE É INTELIGÊNCIA FINANCEIRA?

Inteligência Financeira nada mais é do que multiplicar os recursos existentes, agindo com equilíbrio entre razão e emoção, assumindo o poder que cada um possui, de escolher, adquirindo novas informações e conhecimentos e desenvolvendo sua criatividade para transformar recursos. Também é saber eliminar gastos desnecessários, evitando desperdícios e o uso de crédito indevidamente, buscando a razão para evitar compras desnecessárias, feitas por impulso.

O ser humano é dotado de razão e emoção. O tempo todo, a razão e a emoção estão presentes em nossa forma de agir e pensar. Mas, o equilíbrio entre estas duas forças, que nos movem, ou nos paralisam, nem sempre acontece. Há situações em que estamos 100% suscetíveis às emoções. São momentos em que, por algum desconforto precisamos de satisfação em curto prazo. Nestes momentos temos uma forte tendência em buscar esta satisfação imediata nas compras e acabamos atuando por impulso. As compras por impulso, por serem 100% emocionais, ou seja, sem interferência da razão, acabam sendo compras desnecessárias. Nem sempre é algo de que gostamos, e acabamos, muitas vezes, nem usando. Outro agravante é que compramos algo que talvez não pudéssemos pagar no momento, mas a necessidade de satisfação é tão grande que fazemos de conta que não sabemos disto e nos permitimos o prazer da aquisição.

Somente quando recebemos a fatura do cartão de crédito, ou mesmo o extrato bancário, é que a razão retorna e ficamos desesperados com o "rombo" causado. Surge, então, um período de contenção para poder pagar a dívida contraída, mas isso só até o próximo desconforto e a próxima necessidade de satisfação. Isso é o que chamamos o ciclo do gastador. Enquanto não aprendermos a identificar nossas emoções para trazer a razão à tona nestes momentos, entraremos no ciclo do gastador e comprometeremos nosso orçamento.

PERFIL EMOCIONAL EM RELAÇÃO AO DINHEIRO

Basta observar a vida financeira e como nos relacionamos com o dinheiro. Por exemplo: se a vida financeira é saudável, sem dívidas e ainda consegue-se poupar todo mês para realizar sonhos, provavelmente o perfil é equilibrado. A pessoa sabe o que tem e possui o controle de suas emoções para não sair do seu planejamento. Provavelmente, para uma pessoa assim o dinheiro é um meio de troca que possibilita atingir seus objetivos.

Se não existem dívidas, porém não se consegue poupar nunca e se gasta tudo o que se recebe, provavelmente essa pessoa é mais emocional. Reserva uma quantia para poupar, mas não resiste ao apelo de um sobrinho que pede uma bicicleta, ou àquela liquidação de sapatos, mesmo tendo sapatos que nunca usou, no armário. Ou, ainda, a ida a um restaurante caro, só para desfrutar da companhia de algum amigo. E aí, os planos de poupar ficam para o próximo mês. Provavelmente, para ela, o dinheiro é “feito para gastar e mais vale um gosto do que dinheiro no bolso”. Gosta de agradar, e se permite gastar dentro dos seus limites. Falta, agora, desenvolver o hábito de planejar e poupar para o futuro, ao invés de viver só o presente.

Se existe uma situação de endividamento constante e o “overdraft fee” já faz parte da receita (e vive-se como se isso fosse absolutamente normal), precisa-se dar uma grande atenção ao emocional. O que se busca compensar através das compras? Por que não consegue sair do ciclo do gastador? Que emoção liga o botãozinho de alerta que repete o tempo todo: “preciso comprar, preciso comprar, preciso comprar”? Será que não está se posicionando como vítima, achando que está nesta situação porque ganha pouco, ou porque os juros do banco são muito altos, ou porque alguém não emprestou dinheiro para pagar aquela prestação atrasada? O gastador-vítima sabe que não tem condições de gastar, mas a necessidade de satisfação fala mais alto, até para não entrar em depressão. Depois , ele acaba não assumindo a responsabilidade pelo processo de endividamento, transferindo-a para os outros. O orçamento somente será equilibrado quando existir o controle sobre as emoções.

Em paralelo à busca de caminhos para sair do endividamento, é necessário procurar também ajuda emocional e até mesmo espiritual. A Crown Financial Ministries é um exemplo de ministério cristão que promove diversos cursos ensinando a organizar as finanças, sair das dívidas, além de ensinar o que a Bíblia diz a respeito de controle financeiro.

HÁBITOS QUE PRECISAM SER DESENVOLVIDOS

Provavelmente, para muitos, todos os problemas se resolveriam se tivessem mais dinheiro. Problemas financeiros não se resolvem com dinheiro, mas, com Inteligência Financeira. Segundo Erica Kogiso, da InvestGuia , “ entender suas finanças requer mais tempo e esforço que nunca, num mundo onde diariamente vivemos mudanças econômicas. Se você tem muitas diferentes metas financeiras, decidir como encontrar estas metas requer um planejamento cuidadoso”.

Em primeiro lugar, devemos ter consciência de que dinheiro é elemento de troca. Quem é responsável pelas trocas feitas com o dinheiro somos nós. A nossa vida financeira é um reflexo de como somos. É preciso procurar fazer as escolhas valorizando o esforço que se fez para ter esse dinheiro. Há um ditado que diz que "quem não administra tostão nunca chega ao milhão". Precisamos aprender a administrar pequenas quantias, se quisermos um dia administrar grandes quantias. Fazer um orçamento mensal, para registrar receitas e despesas e descobrir qual é a sua real situação financeira é o começo de tudo. Com esse controle, dá para saber quanto se tem para investir ou poupar, ou quanto é preciso enxugar para sair do “overdraft”. Ou, então, de quanto tempo precisamos, para equilibrar as finanças antes de fazer novos gastos.

Devem-se evitar compras a prazo e dar preferência a pagamentos à vista com desconto, negociar sempre antes de comprar e não ter vergonha de pechinchar. Compras com cartão de crédito, só se for possível quitar o saldo total no vencimento. Outro cuidado com cartão de crédito é com relação às compras parceladas sem juros. Com juros, nem pensar! Sempre que for às compras, faça uma lista do que realmente está necessitando. Isso não é só para supermercado, mas, para qualquer tipo de compra; evite todo e qualquer tipo de desperdício.

PLANEJAMENTO FINANCEIRO

Em primeiro lugar, o planejamento financeiro deve ser feito em família. Pode-se até eleger um membro da família com mais disponibilidade ou facilidade para fazer os controles, mas, as decisões e a conscientização da real situação financeira deve ser, sempre, familiar. Mesmo que os filhos sejam pequenos, devem participar do que eles conseguem entender, por exemplo: o motivo pelo qual neste mês não irão à Disney ou, como podem administrar melhor sua mesada. Todos devem estar comprometidos com o orçamento por uma meta comum.

É importante que os gastos sejam colocados em uma planilha e que todos, ao final do mês, analisem esses gastos. A análise consiste em se definir, dentro do contexto dessa família, o que é prioridade, o que pode ser ajustado e o que deve ser eliminado do orçamento.

Também não devem se comparar com outras famílias ou pessoas. Se o vizinho mudou de carro ou pintou a casa, não se tem que fazer o mesmo. Planejamento financeiro não envolve somente números numa planilha, mas, muito mais do que isso: envolve a vida das pessoas que fazem parte dessa família e as decisões tomadas refletirão na vida de todos; portanto, ao fazer um planejamento financeiro familiar, não leve em conta apenas os números, mas o que realmente poderá trazer bem-estar e harmonia para todos.

No processo de organização das finanças de uma família, nem sempre é possível separar dinheiro para poupança ou investimentos. Sempre é possível, desde que o orçamento já esteja equilibrado. Por exemplo: se houver um endividamento, a prioridade deve ser a quitação das dívidas. É preciso estancar a cobrança de juros para depois pensar em poupar e investir. Deve-se em primeiro lugar, concentrar todos os esforços para quitar as dívidas. Costumamos fazer o contrário: pagamos todas as contas e se sobrar, poupamos. É importante que haja uma disciplina para poder poupar e investir todo mês uma quantia, porém sempre com uma meta traçada para esse dinheiro. Vamos poupar para investir e multiplicar o dinheiro, para quê? O que queremos conquistar com esse recurso? De q uanto tempo precisaremos poupar para atingir essa meta? Se isso não estiver claro não haverá motivação para uma disciplina mensal. Conseqüentemente, acabamos gastando e não poupando.

DINHEIRO E ESPIRITUALIDADE

Chuck Bentley, Ceo da Crown Financial Ministries, alerta que o tema espiritualidade vem ganhando cada vez mais força dentro do ambiente corporativo, chegando à area das finanças; isto não é algo novo. Salomão - autor dos livros de Provérbios e Eclesiastes - já conhecia profundamente esta relação para todas as áreas da vida. Seu pai, Davi, que também foi rei em Israel, tinha um profundo relacionamento com Deus, e por conta disto, ainda quando era jovem pode vencer o gigante Golias num confronto direto. Davi reconheceu que foi a própria ação de Deus que lhe assegurou a vitória neste combate o qual envolvia forças aparentemente opostas.

Salomão conhecia o poder do relacionamento com Deus e por isso pediu a Ele sabedoria para liderar o povo de Israel, ao que Deus respondeu: "Já que o seu maior desejo é ajudar o seu povo, e você não pediu tesouros, riqueza pessoal, nem honras, nem me pediu a destruição de seus inimigos, mas pediu sabedoria e conhecimento para dirigir bem o meu povo sobre quem coloquei você como rei – sim, eu vou dar a sabedoria e o conhecimento que você pediu! E também vou dar tantas propriedades, riqueza e honras como nenhum outro rei antes de você já teve! E também não vai haver outro rei tão importante assim depois de você!". (2 Crônicas 1.11-12)

Por isso, sabedoria financeira é algo que extrapola o aspecto meramente material e nos encaminha para a fonte maior da sabedoria: Deus. A Bíblia ensina um princípio espiritual, de pessoas que queriam seguir a Cristo sem saber o quanto isto lhes custaria em termos de renúncia. Jesus então se pronunciou com uma parábola acerca da necessidade do orçamento, de um planejamento financeiro: “Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se senta primeiro a calcular as despesas, para ver se tem com que a acabar? Para não acontecer que, depois de haver posto os alicerces, e não a podendo acabar, todos os que a virem comecem a zombar dele, dizendo: Este homem começou a edificar e não pode acabar.” – Lucas, 14:28- 30. A fim de ilustrar uma verdade espiritual, Jesus se refere ao orçamento de um empreendimento como sendo a coisa mais natural e lógica que qualquer um faria. Isto é mais uma prova de que se quisermos ter uma vida financeira honrada, teremos que gastar de forma regrada e programada.

A IMPORTÂNCIA DO ORÇAMENTO

Antes de se alcançar as metas financeiras, é preciso saber qual é a situação financeira atual. Para isso é necessário preparar um ORÇAMENTO. O orçamento é a “programação financeira”. Seja no planejamento mensal das contas, ou no planejamento da aquisição de um bem específico, o orçamento deve ser feito. Segunda a psicopedagoga Raquel Caruso Whitaker, coordenadora do Centro de Aprendizagem e Desenvolvimento (CAD), de São Paulo. “Gastos equilibrados e opiniões coerentes são fundamentais para ensinar uma atitude tranqüila em relação ao dinheiro”.

Para fazermos o orçamento familiar não são necessários grandes conhecimentos matemáticos. Orçamento é algo simples: calcula-se a entrada total (os salários da família e qualquer outro rendimento) e então deduz-se dela as despesas fixas: aluguel ou prestação da casa, prestação e seguro do carro, despesas com água, luz, telefone, taxa de manutenção do condomínio, combustível, etc. Deve existir uma margem de “sobra” para eventuais despesas não programadas, como farmácia ou conserto do carro.

Se as despesas são maiores que o ganho, tem-se que cortar algumas delas. Talvez, mudar o padrão de vida, seja em relação à casa onde mora, o carro que possui, os gastos supérfluos nas áreas menos necessárias e as coisas que são consumidas. Senão, sempre haverá um saldo negativo, que exigirá a tomada de um empréstimo para cobrir o rombo. Com o acúmulo dos empréstimos, somando-se os juros, a dívida vai se tornando uma “bola de neve” sempre crescente.

Quando se vive de forma desordenada financeiramente, dá-se a oportunidade de pessoas fazerem comentários a respeito do assunto, escandalizando e gerando porfias. Ainda nisto, a Bíblia instrui: “Tendo o vosso viver honesto entre os gentios, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, glorifiquem a Deus no Dia da visitação, pelas boas obras que em vós observem. Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo o bem, tapeis a boca à ignorância dos homens loucos; como livres e não tendo a liberdade por cobertura da malícia, mas como servos de Deus.” - I Pedro, 2:12,15,16. Sendo assim, ao invés de ser alvo de difamação, deve-se tapar a boca dos que querem difamar. E, a melhor forma de fazer isto é com uma vida financeira íntegra.

COMO ORGANIZAR AS FINANÇAS

Segundo Newton Freitas, administrador de carteiras de valores imobiliários, em primeiro lugar, deve-se ter um orçamento real de todas as receitas e despesas. É comum a quem está endividado fugir dos números reais. Sem enxergar a real situação, não se pode decidir o que deve ser feito. Tome coragem, faça um levantamento completo de tudo o que se deve, sem medo. Encare a realidade, se quiser resolver a situação; depois que tiver consciente da situação real, trace prioridades de negociação, levando em conta os débitos onde incidem juros mais altos. Envolva toda a família no processo para sair do endividamento.

Também é necessário ser mais racional na hora das compras. Deve-se lembrar que aquele dinheiro veio de um esforço de trabalho e deve ser utilizado com Inteligência Financeira. Para isto, antes de efetuar a compra, traga sua razão à tona, se perguntando: “Eu realmente preciso disto agora?” Contenha-se ao apelo das liquidações, evite usar cartões de crédito, que são os verdadeiros facilitadores para comprar o que não precisamos com o dinheiro que não temos. Comprar, somente à vista. É interessante procurar, em família uma opção de novas fontes de renda. É importante que cada um descubra o que é possível fazer para ajudar, nesta fase. E tudo vai depender da intensidade de sua vontade para conseguir fazer o que precisa ser feito. É preciso pensar positivamente: você pode, você é capaz e você vai conseguir!

PAI RICO PAI POBRE

O livro ‘Pai Rico Pai Pobre’é um excelente ponto de partida para quem quer controlar o seu futuro financeiro. Não é um livro comum sobre dinheiro. Possui uma leitura fácil e divertida, sendo um best-seller na lista dos livros mais vendidos do Wall Street Journal, New York Times e Business Week. O objetivo do livro é o de partilhar percepções quanto à maneira de como uma maior Inteligência Financeira pode ser empregada para resolver muitos dos problemas comuns da vida. Sem treinamento financeiro, freqüentemente recorremos a fórmulas padronizadas para levar a vida, como trabalhar com afinco, poupar, fazer empréstimos e pagar impostos demais.

Narrado em primeira pessoa na maior parte do tempo, o livro ‘Pai Rico, Pai Pobre’ conta a história do próprio autor: Robert Kiyosaki. Ele nasceu no Havaí, nos anos 50. Aos 9 anos foi vítima de um choque econômico-cultural respeitável; seu “pai pobre” (o pai biológico, um professor universitário) o estimulava a seguir caminhos conhecidos: Estudar muito, tirar boas notas, conseguir um bom emprego numa grande corporação e garantir segurança. Seu “pai rico” (na verdade, o pai de seu melhor amigo) era o oposto. Um homem sem formação acadêmica, sem cultura formal, rude e básico. No entanto, com um profundo tino para os negócios, ensinou ao jovem Kiyosaki as regras de funcionamento do dinheiro. Seguindo os conselhos do “pai rico”, hoje Kiyosaki é milionário. O livro fala também a respeito da “Corrida dos Ratos” como um exemplo da luta diária familiar no controle de suas finanças.

Se você observar a vida das pessoas de instrução média, trabalhadoras, você verá uma trajetória semelhante. A criança nasce e vai para a escola. Os pais se orgulham porque o filho se destaca, tira notas boas e consegue entrar na faculdade. O filho se forma e, então, faz exatamente o que estava determinado: procura um emprego. O filho começa a ganhar dinheiro; chega um monte de cartões de crédito e começam as compras. Com dinheiro para torrar, o filho vai aos mesmos lugares aonde vão os jovens, conhece alguém, namora e, às vezes, se casa. A vida é então maravilhosa, marido e mulher trabalham: dois salários são uma bênção. Eles se sentem bem-sucedidos; seu futuro é brilhante, e eles decidem comprar uma casa, um carro, uma televisão, tirar férias e ter filhos. A necessidade de dinheiro é imensa! O feliz casal conclui que suas carreiras são de maior importância e começa a trabalhar, cada vez mais, para conseguir promoções e aumentos. A renda aumenta e vem outro filho, e a necessidade de uma casa maior. Eles trabalham ainda mais arduamente, tornam-se funcionários melhores e voltam a estudar para obter especialização e ganhar mais dinheiro. Talvez arrumem mais um emprego, suas rendas crescem, mas a alíquota do imposto de renda, o imposto predial da casa maior e outros impostos também crescem. Eles olham para aquele contracheque alto e se perguntam: para onde todo esse dinheiro vai? O feliz casal está agora preso na armadilha da "Corrida dos Ratos" pelo resto de seus dias. Eles trabalham para os donos da empresa, e para o governo, quando pagam os impostos, e para o banco, quando pagam cartões de crédito e financiamentos. Trabalham e trabalham, mas, não saem do lugar. Esta é a "Corrida dos Ratos". (trecho adaptado do livro ‘Pai Rico, Pai Pobre’).

Se você se identifica com este trecho do livro e deseja sair da "Corrida dos Ratos", é preciso adquirir proficiência financeira: a maioria das pessoas passa anos na escola e nunca aprende nada sobre dinheiro. Desenvolver a Inteligência Financeira é fator crucial para a geração de tranqüilidade e equilíbrio na vida pessoal. É muito mais uma questão de controle, determinação e disciplina do que grande conhecimento técnico sobre o assunto. Depende de você!

 

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