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EDIÇÃO 92
ABRIL DE 2006
 

Música de ROLLING STONES fala de simpatia pelo demônio

Por Jorge Bezerra

O grupo Rolling Stones realizou um mega show na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Cerca de um milhão e quinhentas mil pessoas esperaram com muita ansiedade, para ver Mick Jagger entrar vestido de preto, com uma roupa roxa por dentro, cantando a música “Sympathy for the Devil”, que foi especialmente escolhida para iniciar o mega-evento do rock. Esse evento aconteceu em fevereiro, e os representantes eclesiásticos, sejam católicos ou protestantes, não se manifestaram em relação ao conteúdo da letra da música “Simpatia pelo Demônio”.

Vale a pena questionar: como um país, considerado a maior nação católica do mundo, depois da Itália, aplaude, e ainda canta uma canção que é um insulto a Deus? Não podemos ficar calados diante desta apologia a Satanás. Os Rolling Stones gravaram esta música em 1968 e, até hoje, o grupo continua divulgando uma mensagem que vai contra os dogmas cristãos. Veja a tradução completa da musica de Mick Jagger abaixo:

Permita-me apresentar a minha pessoa
Sou um cara de fortuna e gozo
Tenho estado por aqui desde um tempo distante
Roubando a alma e a fé dos homens
Eu estava por perto quando Jesus Cristo
Teve seu momento de dúvida e dor
E me certifiquei que Pilatos
Lavasse as mãos selando seu destino
Prazer em conhecê-lo
É claro que você sabe meu nome
Porém, o que lhe intriga
É a natureza do meu jogo
Eu estava lá em São Petersburgo
Quando vi que era hora de mudar
Matei Czar e seus ministros
Anastasia chorou em vão
Dirigi um tanque no posto de general
Enquanto a Blitzkrieg arrasava
E os cadáveres fediam
Prazer em conhecê-lo
É claro que você sabe meu nome
Porém, o que lhe intriga
É a natureza do meu jogo
Assisti com júbilo
Aos seus reis e rainhas
Guerrearem por dez décadas
Em nome de Deus gritei alto
“Quem matou os Kennedys?”
Quando afinal fomos você e eu
Então permita-me me apresentar
Sou um cara de fortuna e gosto
Armei ciladas para andarilhos
Que foram mortos antes de
Chegar a Bombaim
Prazer em conhecê-lo
É claro que sabe meu nome
Porém, o que lhe intriga
É a natureza do meu jogo
Assim como todo policial é criminoso
E todos os pecadores são santos
Como cabeça é rabo
Chama-me Lúcifer
Pois preciso de algum resguardo
Então se me encontrar
Seja cortês
Mostre simpatia e educação
Seja bastante polido
Ou vou tomar sua alma
Diga-me, baby, qual é meu nome
Diga-me, querida, adivinhe meu nome
Diga-me, baby, qual é meu nome
Eu lhe digo uma coisa
Você é responsável

Não precisamos nem mesmo fazer uma análise profunda para ver o contexto da letra. E veja a situação: UM MILHÃO E MEIO DE PESSOAS, pulando, gritando e, sendo sugestionadas: “Eu estive por aí por muitos, muitos anos. Roubei muita alma e fé”. Na canção, o perfil de Satanás é revelado de maneira absolutamente clara: “Deixe-me, por favor, apresentar-me. Eu sou um cara de riquezas e gostos...” e diz como prefere ser chamado: “Apenas me chame de Lúcifer, porque eu estou precisando de algumas restrições.”

Como pode uma multidão, cantar com tanta vibração e alegria uma canção cujo conteúdo é tão louco, tão perigoso e que insulta as convicções cristãs? Muitos cantaram a música em inglês, sem saber o que estavam cantando. Grande parte sabia o que estava cantando, pelas seguintes razões: o grupo do Rolling Stones gravou esta música em 1968 e, portanto é bastante conhecida dos fãs. Outro fato é que o show reuniu quarentões, cinqüentões e sessentões que compram todo material de Mick Jagger e sua turma há muito tempo. Eles conhecem as letras das músicas do grupo.

Agora, o que dizer de “evangélicos” comprando CDs, como o dos Rolling Stones, cantando e aplaudindo este tipo de música? Acontece que neste tempo de pós-modernidade prega-se um outro evangelho. Prega-se auto-ajuda e não, ajuda do alto. Prega-se muito sobre prosperidade, o evangelho judaizante, o evangelho das bênçãos, etc. São muitas as megas igrejas que se transformaram em centro de entretenimento.

Estejamos plenamente conscientes dos planos de Satanás. Engano: Ele é o pai da mentira e mentiroso desde o princípio (Jo. 8.44). Ele se mostra como anjo de luz e envia seus mensageiros camuflados como servos da justiça (2 Co. 11.14-15). Ele torce a Palavra de Deus (Gn. 3.1ss). Ele realiza milagres e sinais enganosos (2 Ts. 2.9). Ele tenta semear dúvidas e difamação, e procura afastar os filhos de Deus de uma entrega séria e pura a Cristo (2 Co. 11.3). Ele leva as pessoas à mentira (At. 5.3).

Jorge de O. Bezerra tem bacharel em Teologia e mestrado em Ministério Urbano. É pastor da Igreja Batista Central da Florida e autor do livro “Religiosidade? Nunca Mais!”.

 

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